Mais uma dia...

e cada vez mais mais perdida...

terça-feira, maio 30, 2006

Acho que o tempo passou rápido demais e eu nao percebi, tudo foi muito rápido, o dia se transformou em noite num piscar de olhos... e tudo ficou escuro... não sei mais como cheguei aqui, os meus passos foram apagados e não há ninguém ao meu lado... não tenho como saber para onde estou indo.


sexta-feira, maio 26, 2006

Por que nem tudo é o que penso ser???
Por que algo pode ser para mim azul e para o outro vermelho???
Por que há tantas diferenças no mundo???
Por que o que eu acho é uma ilusão???
Por que o real nem sempre é real???
Por que o mundo é como é e não como eu acho que é???
Por que o que é dito nem sempre é o que queremos dizer???

segunda-feira, maio 22, 2006

!?!?!?!?!?!?

É impressionante como nos privamos de extrapolar... em tudo...
Parece que os sentimentos são oferecidos em caixinhas, que vêm com manual de instruções e com milhões de regras... como pode algo tão vivo ser colocado numa prateleira???
Não entendo como a vida se tornou um objeto de consumo, no qual é produzido em massa, tudo parece tão previsível.
As pessoas anseiam pelo padrão.
Se cortam, se rasgam sem o menor sentido... Elas não enxergam que a diversidade é linda, que o que move o mundo é a diversidade, que as crises são necessárias???

Por que fazemos disto abjetos do mundo e de nós mesmo???

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

domingo, maio 21, 2006

À une passante

A rua ensurdecedora ao redor de mim agoniza.
Longa, delgada, em grande luto, dor majestosa,
Uma mulher passa, de uma mão faustosa,
Soerguendo-se, balançando o festão e a bainha;
Ágil e nobre, com sua perna de estátua.
Eu, embevecido, inquieto como um extravagante,
Em seus olhos, o céu lívido onde se oculta o furacão,
A doçura que fascina e o prazer que destrói.
Um clarão... depois a noite! - Beleza fugidia
Cujo olhar me faz subitamente renascer,
Não te verei senão na eternidade?
Alhures; bem longe daqui! Muito tarde! Jamais talvez!
Pois ignoro onde tu foste, tu não sabes onde vou,
Ah se eu a amasse, ah se eu a conhecesse!



Charles Baudelaire

Tradução de Marco Antonio Frangiotti

quarta-feira, maio 17, 2006

Caminhos incertos

Sabe aqueles dias que tudo está escuro, que não é possível saber o que vai acontecer, que não se sabe o que se pode sentir... ou o que não queremos enxergar...
Pois é...
Me disseram que sou uma borboleta que tem medo de sair do casulo, de sentir o que o mundo lhe proporciona... que medo é esse que nos priva de sentir, que nos impede de se aproximar do outro. Será que amar é pecado???
Acredito que não, mas então... por que tenho medo de expor meus sentimentos.
Este que é tão lindo e puro.
Como posso ter certeza do que irá acontecer amanhã e por que tenho de ter certeza???
Se tudo fosse tão simples viríamos com manual de instrução, o que não acontece.
Mesmo sabendo disso... tenho medo de sair do casulo.
Tenho a impressão de que se eu expor tudo isso vou invadir a liberdade do outro... besteira... pura besteira... Por que cada tchau é um Adeus???

Dúvida
Incertezas
Medos

Sentimentos